Emendas e Sonetos
1.17.2026
Livro A MELHOR CASA DA CIDADE
1.31.2025
Machado de Assis - Um escritor carioca
Em seu 21º livro, o jornalista André Luis Mansur mergulha na rotina daquele que é considerado por muitos o maior escritor brasileiro. Nascido no Morro do Livramento, no Centro do Rio de Janeiro, Machado de Assis viveu na cidade até a sua morte, em 1908. Neste livro, o autor procura mostrar detalhes da rotina do escritor pelos muitos lugares por onde Machado de Assis andou pelo Rio de Janeiro, utilizando como fio condutor os vários endereços de Machado pela cidade.
Machado de Assis sempre foi muito discreto sobre a sua rotina, principalmente em relação às duas primeiras décadas de sua vida. Mansur busca em crônicas, cartas, em depoimentos de amigos, além de uma vasta pesquisa em periódicos, detalhes sobre a relação do escritor com a cidade, com os amigos, a esposa Carolina, os muitos jornais por onde trabalhou e também com os vizinhos das casas da Condessa de São Mamede, no Cosme Velho, onde ele e Carolina moraram por mais de 20 anos.
O livro, repleto de imagens, não termina com a morte do escritor, em 1908. Mansur mostra como Machado de Assis foi se tornando cada vez maior à medida que o tempo passava, em várias homenagens, como a estátua na sede da Academia Brasileira de Letras, as comemorações do centenário de nascimento e dos 50 anos de sua morte, e a tentativa de se criar um museu na casa em que ele e Carolina moraram no Cosme Velho, demolida antes da metade do século.
O autor dá destaque também para mulheres que trouxeram informações importantes sobre a vida de Machado de Assis, como Francisca Basto Cordeiro e Laura Costa Leitão de Carvalho, sobrinha-neta e herdeira do escritor. E dedica o livro à madrasta de Machado, Maria Inês, que jamais, assim como seu pai, Francisco de Assis, foi citada em qualquer dos textos do escritor.
Sobre o autor
André Luís Mansur (Rio de Janeiro, 1969) é jornalista, memorialista e escritor, autor de 21 livros, tendo atuado em veículos importantes da imprensa carioca, como os jornais O Globo, Jornal do Brasil e Tribuna da Imprensa. Apenas no jornal O Globo publicou mais de cem críticas literárias para o caderno “Prosa & Verso”. No bairro de Campo Grande, onde mora, coordenou de 2005 a 2012 o Cineclube Moacyr Bastos, exibindo mais de trezentos filmes gratuitamente.
Contato do autor: 21 999197723
3.13.2024
CAROLINA ASSAD E CLÁUDIO MOTTA
Alguém já disse que “todo poema quer ser música”, mas nós acreditamos que o inverso também é uma boa definição... por que não?
BREVE e PEQUENAS HORAS são os títulos de dois álbuns lançados por Cláudio Motta e Carolina Assad em maio de 2023. As canções dos álbuns são composições de Cláudio sobre os poemas de Christiana Nóvoa, poeta carioca de grande talento. Os álbuns resultaram no espetáculo: BREVE & PEQUENAS HORAS, UM SHOW. No palco: música e poesia entrelaçados por arranjos de Cláudio, no telão as imagens resultantes dessa união criadas por Cláudio. O resultado é pouco mais de uma hora de lirismo poético, harmonias impressionantes, o canto afinadíssimo de Carolina Assad somando-se para que a plateia tenha uma experiência inesquecível e de muita sensibilidade artística.
Os links dos álbuns:
https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kcb2JRHf096VDQXrM4SUg99DgkGr2LP3Q&si=mMJ9Dw1gVozSOlQi
https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nT9A4HCBcANd_-KXEsYcLT-UsG7v-yVKA&si=WpjGt1se8DdSv99u
12.02.2023
PERFIS DO RIO E ARENAS DO RIO (Um livro por R$ 10 e três por R$ 20)
Coleções Perfis do Rio e Arenas do Rio. Cada livro R$ 15, mas se levar mais de um cada livro sai por R$ 10. É só chamar no ZAP: 21 999197723
- LYGIA PAPE (por Denise Mattar)
- OS EMERGENTES DA BARRA (Márcia Cezimbra e Elisabeth Orsini)
- RUBEM FONSECA (Deonísio da Silva)
- GLAUCE ROCHA (Aldomar Conrado)
- HÉLIO PELLEGRINO (Paulo Roberto Pires)
- FERREIRA GULLAR (George Moura)
- FAVELA (Paulo Casé)
- JANETE CLAIR (Artur Xexéo)
- OTTO LARA RESENDE (Benício Medeiros)
- JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE (Ivana Bentes)
- CARLOS MACHADO (Luiz Noronha)
- OSWALDO CRUZ (Moacyr Scliar)
- CARLOS HEITOR CONY (Cícero Sandroni)
- FERNANDO SABINO (Arnaldo Bloch)
- EROS VOLUSIA (Roberto Pereira)
- GERAÇÃO PAISSANDU (Rogério Durst)
- ODYLO COSTA, filho (Cecília Costa)
- CERTAS CARIOCAS (Hélio R. S. Silva)
- MARQUES REBELO (Luciano Trigo)
- GRANDE OTELO (Roberto Moura)
- SÉRGIO BERNARDES (Lauro Cavalcanti)
- BESTEIROL (Flávio Marinho)
- FUTEBOL (Hélio Sussekind)
- CARMEN PORTINHO (Ana Luiza Nobre)
- CERTAS CARIOCAS (Hélio S.S. Silva)
4.25.2023
ANÁLISE DE CRÔNICAS HISTÓRICAS DA ZONA OESTE CARIOCA
Análise do professor Vinicius Miranda Cardoso sobre o meu livro "Crônicas Históricas da Zona Oeste Carioca":
Passeios no Velho Oeste
O livro - essa incrível combinação de texto, imagem e página - é uma das maiores invenções da humanidade. Mesmo em meio a todo tipo de concorrência ou crise (como essa que atravessamos), se reinventa. Não quer e não vai desaparecer. Foi o que pensei quando recebi ontem do @andremansur, bem antes do que eu esperava, uma dessas maravilhas, recém-impressa: seu novo volume, que eu havia encomendado, 'Crônicas Históricas da Zona Oeste Carioca'.
É uma edição independente - o que merece registro e todo o apoio -, uma alternativa a que muitos estão recorrendo, em meio às dificuldades do negócio livreiro. Comporta, em quase cem páginas, toda a qualidade e a leitura agradável de sempre, com bons artigos acompanhados por dezenas de imagens, tudo por um valor bastante acessível. Faz uma mescla interessante - já testada pelo autor em trabalhos anteriores - de memórias históricas e memórias pessoais para utilidade pública. Passeia por instituições, monumentos e logradouros dos antigos 'sertões cariocas', além de fazer rápidas imersões em assuntos propriamente históricos, muitos dos quais já haviam sido tratados com mais vagar na clássica trilogia que fez sobre 'O Velho Oeste Carioca'.
Os artigos têm aquele gabarito de um colunista experiente, que sabe como confeccionar uma narrativa leve, informativa e divertida na dose certa. Começa e termina com crônicas ambientadas em Campo Grande, apresentando aspectos do bairro a partir de suas vivências. No miolo, vale destacar os capítulos 'Padre Miguel, um educador', 'Orgulho de ser banguense', 'Sepetiba, o balneário carioca', 'Sítio Roberto Burle Marx', 'Rio da Prata quase foi a Petrópolis carioca', 'Escravidão' e a 'A força da laranja' - alguns deles recheados com flashbacks vividos pelo autor.
O que achei mais empolgante foi o penúltimo ensaio, 'o "seu William" de Guaratiba', que toca num tema crucial da memória histórica da região: a coexistência de versões anedóticas e versões mais apuradas para a explicação dos nomes de bairros. É algo que ainda merece maior reflexão. Eu, particularmente, fico na dúvida se as anedotas sobre a origem dos nomes dos bairros mais ajudam ou atrapalham a conscientização dos moradores sobre a história do seu lugar. André Mansur nós dá as diferentes versões para Ilha de Guaratiba, Realengo, Paciência e Inhoaíba, indicando aquelas pelas quais mais se inclina.
Ressalto, por fim, que o livro de Mansur divulga várias instituições educativas e culturais da nossa Zona Oeste profunda, tais quais o NOPH de Santa Cruz, o Museu de Bangu, a Casa da Memória Paciente, o Eco Museu de Sepetiba, a Feuc e diversas outras.
Recomendo a leitura de suas novas Crônicas Históricas da Zona Oeste - um trabalho que merece ser apreciado, especialmente por aqueles que ainda não leram a trilogia Velho Oeste carioca; e, de modo geral, por professores (sobretudo de Geografia e História), educadores, agentes culturais, guias de turismo, curiosos; enfim, por todos que moram, já moraram, trabalham ou dirigem pelos bairros da região querendo saber mais sobre alguns lugares, escondidos ou à vista, por vezes enigmáticos, que estão à beira das praias e estradas, nos jardins das praças, nos lados das ruas, nas encostas das serras e no meio dos matos da região, sob a luz do presente ou sob a sombra refrescante do passado. Recomendo também a visita aos lugares que Mansur traz para o texto, com suas fotos - todas do livro são suas, num verdadeiro trabalho de campo, movido a andanças que sempre fez e faz por esses bairros. De todo modo, além de bem pesquisada, a narrativa em si já é um passeio, um tour completo e revigorante. Isso com o privilégio de sermos guiados, como que numa boa conversa no Bar do Ernesto, por quem conhece em pessoa o que escreve e tem sido um incansável pioneiro de nosso Velho Oeste, ainda por explorar.
4.16.2023
Avaliação de O FILHO DE PESQUEIRA
2.22.2023
O FILHO DE PESQUEIRA, DE ANDRÉ LUIS MANSUR
Chegando da pequena cidade de Pesqueira, em Pernambuco, o adolescente Gabriel chega ao Rio de Janeiro no início da década de 70, com uma pequena maleta de madeira e muitos sonhos. Desce na Rodoviária Novo Rio e, enquanto aguarda seus tios, ouve um burburinho do lado de fora. Acha que é uma festa, bem maior do que as de sua pequena cidade, e se mete no meio da multidão, tentando entender o que o povo cantava. Ganha até um saco de bolas de gude.
O que acontece, a partir daí, é o crescimento de um jovem cheio de sonhos, confrontado com um mundo completamente diferente da vida que ele levava, mas motivado pelo desejo de aprender, principalmente quando Gabriel é levado a conhecer a Biblioteca Nacional, um impacto para o jovem acostumado às modestas instalações da Biblioteca de Pesqueira.
O mundo dos livros o desperta para a compreensão das injustiças sociais históricas do Brasil, principalmente quando ele compara a realidade dos sertões e das favelas, muito influenciado por seu tio-avô Ferdinando, um homem de hábitos singulares e que guarda, como pequeno tesouro, a farda de um dos soldados de Antônio Conselheiro que enfrentaram as tropas republicanas. Gabriel ganha do tio-avô um disco, com o samba-enredo "Os Sertões", de 1976, da Escola de Samba "Em Cima da Hora":
"Agora vinha a lembrança do tio Firmino, que o fez acreditar que a frase 'o sertanejo é antes de tudo um forte' era dele e não de Euclides da Cunha. Gabriel se levantou, andou pela casa, sentiu sede, bebeu água, sentiu mais sede, olhou pela janela e viu a cidade urbana onde ele morava, bem distante das suas raízes, raízes que muitas vezes eram a única alimentação do sertanejo. A música continuava, falando de 'um homem revoltado com a sorte', que espalhava a rebeldia e se revoltava contra a lei que a sociedade oferecia, Gabriel se via nesse homem, se sentia em um grupo de jagunços lutando contra a opressão e a injustiça, adormeceu no chão, sonhando com um Brasil justo, sem miséria e covardia".
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André Luís Mansur (Rio de Janeiro, 1969) é jornalista e escritor, autor de 18 livros, nascido no Rio de Janeiro, tendo atuado em veículos importantes da imprensa carioca, como os jornais O Globo, Jornal do Brasil e Tribuna da Imprensa. Apenas no jornal O Globo publicou mais de cem críticas literárias para o caderno “Prosa & Verso”. No bairro de Campo Grande, onde mora, coordenou de 2005 a 2012 o Cineclube Moacyr Bastos, exibindo mais de trezentos filmes gratuitamente.
Seu primeiro livro foi lançado em 2004, o Manual do serrote, de humor. Quatro anos depois lançou seu livro de maior sucesso, O velho oeste carioca, que conta a história da zona oeste do Rio de Janeiro, entre Deodoro e Sepetiba, e que gerou mais dois volumes, lançados em 2012 e 2016.
10.13.2022
LIVROS DE MINHA AUTORIA
SEPETIBA - O BALNEÁRIO CARIOCA (R$ 30) - Livro que narra fatos históricos do bairro de Sepetiba.
O VELHO OESTE CARIOCA - A História da Zona Oeste do Rio de Janeiro, de Deodoro a Sepetiba. Volumes 1 e 2 (R$ 25 cada) e Volume 3 (R$ 30).
MARECHAL HERMES - A HISTÓRIA DE UM BAIRRO - A História deste importantes bairro do subúrbio carioca. Volume 1 (R$ 20) e Volume 2 (R$ 30)
CRÔNICAS HISTÓRICAS DA ZONA OESTE CARIOCA - O livro tem mais de 50 fotos espalhadas em 23 capítulos sobre a História da região entre Deodoro e Sepetiba. (R$ 25)
FRAGMENTOS DO RIO ANTIGO, VOLUMES 1 E 2 - Livro meu e de Ronaldo Morais no qual abordamos vários temas ligados à História do Rio de Janeiro, com dezenas de fotos tiradas por Ronaldo nos anos 70, 80 e 90. (R$ 30 o volume 1 e R$ 25 o volume 2). Obs: No momento estou sem o volume 2.
TIRADENTES CARIOCA - As relações de Tiradentes com o Rio de Janeiro. (R$ 30)
VIOLÊNCIA NO RIO ANTIGO - Uma panorama histórico da violência no Rio de Janeiro, desde a fundação da cidade até o século XX. (R$ 30)
A INVASÃO FRANCESA DO BRASIL - A invasão do corsário francês Jean François Du Clerc ao Rio de Janeiro, por Guaratiba, em 1710. (R$ 25)
SANTA CRUZ - NOS CAMINHOS DA INDEPENDÊNCIA - O livro de André Luis Mansur e Guaraci Rosa fala da Independência do Brasil, que neste ano completa 200 anos, tendo como foco o bairro de Santa Cruz, que na época ainda não era bairro, mas abrigava a sede da Fazenda de Santa Cruz, uma das mais importantes do Brasil, chamada de a "joia da Coroa Portuguesa". (R$ 25)
COPA DE 50 - Seis contos sobre o nosso cotidiano, sendo que o principal é uma história de amor que se passa em plena Copa do Mundo de 1950, no Brasil. (R$ 20)
O PEÃO POETA - Crônicas que publiquei no meu blog Emendas e Sonetos. (R$ 20)
A REBELIÃO DOS SINAIS - 12 contos e uma peça de teatro sobre a revolta de sinais e acentos por estarei excluídos da internet. (R$ 20)
O POETA - Romance que se passa no interior de SP e que aborda temas como violência contra a mulher, racismo e uso da cultura como política pública. (R$ 25)
O FILHO DE PESQUEIRA (R$ 20)
Livro de ficção. Gabriel chega ao Rio de Janeiro no início dos anos 70, vindo do interior de Pernambuco, e vai, aos poucos, amadurecendo e tomando consciência do seu papel na sociedade.
MANUAL DO SERROTE - Livro de humor sobre o Serrote, aquela pessoa que sempre dá um jeito de alguém pagar as contas dele. (R$ 20)
A PRAÇA - Romance que se passa, em sua maior parte, na Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, e tem como pano de fundo a prostituição naquela área no ano de 2003. (R$ 25)
MACHADO DE ASSIS - Um escritor carioca - Livro sobre a vida de um de nossos maiores escritores. (R$ 30)
FRAGMENTS OF AN ANCIENT TIME - Com tradução de Marta Rodrigues, este livro reúne fatos históricos sobre a História do Rio de Janeiro em inglês. (R$ 20)
Clube dos Aliados - 100 anos de História - Um livro sobre os cem anos do clube de Campo Grande, fundado em 1916. (este livro nao está à venda)
QUAL É A RESPOSTA? 500 perguntas sobre Campo Grande, Rio de Janeiro, Brasil e Mundo. Versão em preto e branco (R$ 30) e colorida (R$ 50)
9.22.2022
SANTA CRUZ NOS CAMINHOS DA INDEPENDÊNCIA
Amigas e amigos, chegou da gráfica meu novo livro, "Santa Cruz - nos Caminhos da Independência", escrito em parceria com o professor Guaraci Rosa. A capa é um desenho de Patrícia Irma von Abel, professora e artista plástica do bairro de Paciência.
Em breve marcaremos os lançamentos.
Segue o release:
SANTA CRUZ - NOS CAMINHOS DA INDEPENDÊNCIA
ANDRÉ LUIS MANSUR E GUARACI ROSA
"Santa Cruz - Nos caminhos da Independência", livro de André Luis Mansur e Guaraci Rosa, fala da Independência do Brasil, que neste ano completa 200 anos, tendo como foco o bairro de Santa Cruz, que na época ainda não era bairro, mas abrigava a sede da Fazenda de Santa Cruz, uma das mais importantes do Brasil e chamada de a "Joia da Coroa Portuguesa".
A sede da fazenda, que no período colonial foi propriedade dos jesuítas e chegou a atingir a cidade de Vassouras, passou a ser, após a chegada da Corte portuguesa do Rio de Janeiro, em 1808, o Palácio de Veraneio da Família Real portuguesa. Foi nela que o então príncipe-regente D. Pedro, acompanhado de seu séquito, dormiu na noite de 14 de agosto de 1822, algumas horas após sair da Quinta da Boa Vista, em direção a São Paulo, onde iria apaziguar uma crise política e acabaria por proclamar a Independência do Brasil no dia 7 de setembro.
Na volta D. Pedro e seu grupo também passariam pela sede da fazenda, lugar que o príncipe conhecia muito bem, já que a frequentava desde criança e foi, também, o lugar onde passou a lua de mel com sua esposa, a princesa Leopoldina, em novembro de 1817. Mansur e Guaraci ressaltam também a importância da Estrada Real de Santa Cruz, a principal via pública do Rio de Janeiro durante muito tempo, ligando a Quinta da Boa Vista a Santa Cruz e que, a partir de 1826, recebeu 11 marcos imperiais, dos quais apenas 5 permanecem em ruas e avenidas que mantém, em sua maior parte, o percurso da antiga Estrada Real.
Ao percorrerem os caminhos desta importante estrada, os autores enfatizam a importante missão de Paulo Bregaro e Antônio Dias Cordeiro, no dia 2 de setembro, levando os documentos de Lisboa, além das cartas de Leopoldina e José Bonifácio, que iriam provocar o gesto simbólico do "Grito do Ipiranga" por D. Pedro, às margens do Ipiranga. Mansur e Guaraci falam também do importante encontro, para o processo de independência, entre Leopoldina e José Bonifácio em Santa Cruz, no dia 17 de janeiro de 1822, após Bonifácio desembarcar em Sepetiba, vindo de Santos. O livro conta com várias ilustrações, entre pinturas do período retratado, como fotos atuais de alguns dos lugares narrados na história. Como diz o professor e escritor Isra Toledo Tov, no prefácio do livro, os autores "trazem para a historiografia carioca uma obra original e necessária. Falar de um período conturbado da história nacional, tendo como foco a periferia, é o pano de fundo dos capítulos a seguir".
Os autores:
ANDRÉ LUIS MANSUR (Rio de Janeiro, 1969) é jornalista, memorialista e escritor, autor de 17 livros, nascido no bairro de Marechal Hermes, na Zona Norte carioca, tendo atuado em veículos importantes da imprensa carioca, como os jornais O Globo, Jornal do Brasil e Tribuna da Imprensa. Apenas no jornal O Globo publicou mais de cem críticas literárias para o caderno “Prosa & Verso”. No bairro de Campo Grande, onde mora, coordenou de 2005 a 2012 o Cineclube Moacyr Bastos, exibindo mais de trezentos filmes gratuitamente.
Seu primeiro livro foi lançado em 2004, o Manual do serrote, de humor. Quatro anos depois lançou seu livro de maior sucesso, O velho oeste carioca, que conta a história da zona oeste do Rio de Janeiro, entre Deodoro e Sepetiba, e que gerou mais dois volumes, lançados em 2012 e 2016. Seu último livro foi Fragmentos do Rio Antigo, volume II.
GUARACI ROSA (1968, Rio de Janeiro) é historiador, pesquisador e professor de História, com especialização em História da Cidade do Rio de Janeiro. Um dos fundadores e ex-Coordenador de Estudos, Pesquisas e Projetos da CAMEMPA (Casa da Memória Paciente), entidade localizada no bairro de Paciência, na Zona Oeste carioca. Professor de Hsitória da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc RJ), colaborou ativamente na publicação de Os dois engenhos de Paciência, de 2019, e Casos matenses, de 2020.
2.21.2022
WALDYR ONOFRE E O FILME QUE PAROU CAMPO GRANDE
Um acontecimento que movimentou o bairro carioca de Campo Grande foi a filmagem e, depois, o lançamento do filme "As aventuras amorosas de um padeiro", em 1975, filme dirigido por Waldyr Onofre, morador do bairro e que, se não foi o primeiro, com certeza foi um dos primeiros diretores de cinema negros no Brasil. Além de atores como Paulo César Pereio, Maria do Rosário Nascimento Brito, Ivan Setta e Haroldo de Oliveira, o filme contou com uma grande presença de pessoas de Campo Grande e da Pedra de Guaratiba, onde se passa a segunda parte do filme, ainda com suas águas limpas e uma grande frequência de banhistas.
1.31.2022
A CASA ESQUECIDA DE MACHADO DE ASSIS
Rua dos Andradas, 147, centro do Rio. Neste imóvel Machado de Assis e sua esposa Carolina moraram alguns anos, logo após o casamento deles, em 1869. Só existe a fachada e embaixo funciona um estacionamento.
(foto tirada por mim)
1.17.2022
OS DUZENTOS ANOS DO ENCONTRO ENTRE LEOPOLDINA E JOSÉ BONIFÁCIO EM SANTA CRUZ
Por André Luis Mansur
Faz 200 anos que um encontro ocorrido na região de Santa Cruz e Sepetiba, no Rio de Janeiro, marcaria o início de uma grande amizade e também teria repercussão no processo de independência do Brasil. Naquele dia 17 de janeiro de 1822, chegava de Santos, e desembarcava no antigo Cais de Sepetiba, José Bonifácio de Andrada de Silva, com sua comitiva. Aquele que seria denominado o "Patriarca da Independência" havia sido convocado para participar das articulações políticas que iriam culminar na Independência do Brasil em relação a Portugal. E quem estava na Fazenda de Santa Cruz, pertinho do Cais de Sepetiba, naquele momento, era Leopoldina, a futura Imperatriz do Brasil, que foi ao encontro de José Bonifácio e sua comitiva, ansiosa que estava por conhecê-lo, já que os dois desfrutavam de vários interesses em comum, entre eles as ciências naturais - em especial a mineralogia. “Desde o primeiro encontro estabeleceu-se entre ambos profunda simpatia, um desses nobres laços de amizade que tantas vezes ligam grandes príncipes aos homens superiores. A princesa não ficara somente encantada por poder falar na língua materna ao sábio de reputação europeia, mas também por ter encontrado um brasileiro cujos vastos conhecimentos no campo das ciências podia admirar e cujos pensamentos políticos se aproximavam dos seus” (A Imperatriz Leopoldina – Sua vida e sua Obra, de Carlos H. Oberacker Jr.)).
Leopoldina estava em Santa Cruz, Palácio de Veraneio de Família Imperial, com os filhos, Maria da Glória e João Carlos. Ela, que estava grávida novamente, havia sido enviada para lá, às pressas, na madrugada do dia 12, por D. Pedro I, já que o clima no centro da cidade estava tenso desde o famoso Dia do Fico, em 9 de janeiro, quando D. Pedro, então príncipe-regente do Brasil, se recusou a voltar a Portugal. O gesto foi considerado uma rebeldia às ordens das Cortes Constitucionais Portuguesas, que queriam fazer o Brasil voltar à condição de mera colônia portuguesa, o que o Brasil não era desde 1815, quando D. João criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Após o Dia do Fico, a Divisão Auxiliadora Portuguesa, comandada pelo General português Jorge Avilez, ameaçou levar D. Pedro à força para Lisboa e seus soldados começaram a fazer arruaças pelo Centro da cidade.
Depois de descansar na fazenda, José Bonifácio e seus comandados seguiram para a Corte, a fim de ser nomeado Ministro da Justiça e Negócios Estrangeiros, enquanto Leopoldina e os filhos ainda ficariam em Santa Cruz até o dia 19. Ao voltarem, no entanto, o príncipe João Carlos, que tinha apenas dez meses de idade e já não estava bem de saúde, acabou piorando e morreu, no dia 4 de fevereiro, confirmando a "Maldição dos Bragança", a de que o primeiro homem a nascer em uma Família Bragança morreria antes de chegar ao trono.
D. Pedro e Leopoldina encontraram um inimigo comum para a morte do pequeno príncipe: o general Jorge Avilez. Pois foi devido às ameaças dele que Leopoldina e os filhos foram enviados a Santa Cruz, enfrentando uma viagem difícil pela Estrada Real de Santa Cruz, de mais de 60 quilômetros, numa época de muito calor e umidade. Em carta ao pai, D. Pedro dizia que "este infortúnio é fruto da insubordinação e dos crimes da divisão portuguesa. O príncipe já estava incomodado quando esta soldadesca rebelde tomou as armas contra os cidadãos pacíficos desta cidade; a prudência exigiu que eu fizesse partir imediatamente a princesa e as crianças para a Fazenda de Santa Cruz,a fim de as pôr ao abrigo dos sucessos funestos de que estava capital podia via a ser o teatro. Esta viagem violenta, sem as comodidades necessárias, o tempo que era muito úmido, depois de quanto calor do dia, tudo enfim se reuniu para alterar a saúde do meu caro filho, e seguiu-se a morte".
Na carta, D. Pedro também indica que a vingança contra Avilez e seus comandados não se fazia por esperar: "A Divisão Auxiliadora, pois, foi a que assassinou o meu filho e neto de Vossa Majestade. Em consequência, é contra ela que levanto minha voz. Ela é responsável na presença de Deus e ante Vossa Majestade deste sucesso, que tanto me tem aflito, e que igualmente afligirá o coração de Vossa Majestade".
E D. Pedro levantou, não só a sua voz, mas o que podia contra a Divisão Auxiliadora, aquartelada na Praia Grande (atual Niterói), e sempre adiando a volta para Portugal. No dia 9 de fevereiro, um mês após o Dia do Fico, o príncipe embarcou na Fragata União e intimou os portugueses comandados por Avilez, bradando que eles tinham até o dia seguinte para começarem o embarque, caso contrário os fortes e navios iria atacá-los.
Dois dias depois, a Divisão Auxiliadora foi embora do Rio de Janeiro. E do encontro entre Leopoldina e José Bonifácio, que faz parte de todo este drama histórico, são testemunhas o prédio da Fazenda de Santa Cruz, atual Batalhão de Engenharia Militar Vilagrán Cabrita, no centro do bairro de Santa Cruz, e a praia de Sepetiba, cujo cais, também chamado de Mole Imperial, pode ser visitado no primeiro domingo do mês, durante os passeios do Ecomuseu de Sepetiba.
* Ilustrações:
- Leopoldina
- José Bonifácio
- Fazenda de Santa Cruz - Pintura da inglesa Maria Graham em agosto de 1823
1.10.2022
A BATALHA DE URUÇUMIRIM
O dia 20 de janeiro de 2022, feriado de São Sebastião, marca os 455 anos da batalha de Uruçumirim, que consolidou a fundação da cidade do Rio de Janeiro (ocorrida em 1º de março de 1565) e provocou a expulsão de franceses e seus aliados tupinambás (ou tamoios, que significam "os mais antigos, os avós").
Morte de Estácio de Sá
Pintura de Antônio Parreiras
Como já se sabia que franceses e tupinambás estavam muito bem entrincheirados, tanto nas aldeias de Uruçumirim quando na Ilha de Maracajá, a expedição de combate foi preparada com muito cuidado. A esquadra contava com seis embarcações. O padre José de Anchieta, o Cacique Araribóia (comandando a tribo dos Temiminós) e outro sobrinho de Mem de Sá, Salvador Correia de Sá, também estavam presentes.
1.03.2022
INCÊNDIO NO SENADO
De dia, são os restaurantes. À noite, os bares e boates. O movimento intenso da Travessa do Comércio (antes da pandemia), que, às sextas-feiras, se tornava quase intransitável, parece alheio à trágica história que envolve o local onde funcionou o Senado da Câmara. Apesar do nome oficial, as pessoas se referem à travessa como o Arco do Teles, estendendo ao pequeno trecho de paralelepípedos o nome do Arco que fica num dos extremos da travessa, em frente à Praça XV. Lá dentro, há sempre movimento de turistas, principalmente europeus, entusiasmados com o casario em estilo eclético e bem preservado. Num deles, morou Carmem Miranda, conforme atesta uma placa na entrada do sobrado.
O incêndio referido no início do texto, com a linguagem do jornalismo atual, começou às duas da madrugada de 20 de julho de 1790 num sobrado da Rua da Praia do Peixe (atual Rua do Mercado) e atingiu quase todas as casas. O arco não foi atingido, mas quase todo o acervo foi destruído. Só foram salvos 48 livros de assentamentos, a imagem de São Sebastião e o estandarte da cidade. Morreram um homem e uma criança, que dormiam no local.
11.23.2021
AS ORIGENS DE CAMPO GRANDE
O bairro de Campo Grande tem suas origens no século XVI, logo após a fundação do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565, por Estácio de Sá. Nos anos e décadas seguintes, a ocupação do solo foi feita a partir da distribuição das sesmarias, que eram grandes porções de terras distribuídas a quem o Reino de Portugal achava que merecesse, principalmente os que lutaram contra franceses e índios tupinambás na conquista e fundação da cidade. Essas sesmarias, se não fossem ocupadas e desenvolvidas, eram devolvidas, as chamadas "terras devolutas". Muitas se desenvolveram, entre elas as que deram origem à imponente Fazenda de Santa Cruz, origem deste importante bairro da zona oeste.
10.18.2021
A PONTE DOS JESUÍTAS
Construída em 1752, a Ponte dos Jesuítas é um dos mais importantes e bem preservados símbolos da arquitetura colonial do Rio de Janeiro. Também conhecida como Ponte do Guandu, ela não é uma ponte comum, e sim um ponte-comporta, já que através dos seus arcos era usada para regular a passagem das águas do Rio Guandu, que hoje não passam mais por ali, e também desviá-las para o Rio Itaguaí através de um canal artificial. Com 50 metros de extensão e seis de largura, ela também servia como passagem dos tropeiros que circulavam pelo "sertão carioca", levando mantimentos e outros produtos pelas muitas fazendas da região.
Seu piso é formado por sólidas lajes, no calçamento conhecido como pé de moleque, muito usado em Paraty e o terror dos saltos altos das mulheres. Os quatro arcos, revestidos internamente com pedra, eram chamados de "óculos", e os padres, por meio de comportas de madeira, controlavam a água para evitar enchentes que destruíam as plantações, matavam o rebanho e inundavam as casas. Feita de cantaria e construída na administração do padre Pedro Fernandes, grande empreendedor da fazenda, a ponte é ornamentada por oito colunas de granito com capitéis (parte superior de uma coluna ou pilastra) em forma de pinhas portuguesas. Na parte central, entre belas esculturas barrocas, há um bloco em mármore lioz, onde se vê um brasão com o símbolo da Companhia de Jesus (IHS) e a data de 1752, além da seguinte inscrição em latim:
Flecte genu, tanto sub nomine, flecte viator
Hic etiam reflua flectitur amnis agua
Que, traduzida para o português, diz o seguinte:
Dobra o joelho sob tão grande nome, viajante
Aqui também se dobra o rio oem água refluente
A ponte fez parte do amplo trabalho dos jesuítas de controle das águas, drenagem e irrigação da ampla área da Fazenda de Santa Cruz, repleta de pântanos e terrenos alagadiços em geral, sempre sujeitos a inundações. Dois padres foram mandados para estudar na Holanda, que enfrentava os mesmos problemas, para aprender os procedimentos corretos. Foram feitos mapas hidrográficos por toda a região, e os vales, morros e elevações em geral, foram estudados. Os jesuítas concluíram que os leitos dos rios deveriam ser contidos nos pontos de inundação, com as pontes-comportas, aberturas de valas e canais para o escoamento das águas, solucionando o problema de enchentes e secas e tornando a Fazenda de Santa Cruz uma das mais produtivas do Brasil.
Com a canalização do Guandu, cujas águas abastecem a população da cidade, a ponte perdeu sua função original, mantendo, no entanto, a importância histórica e arquitetônica, tanto que seu tombamento foi um dos primeiros do país, em 1938, quando o governo de Getúlio Vargas criou a Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje o mais instituto de preservação do patrimônio, o Iphan (só mudando o "diretoria" para "instituto"). Infelizmente a ponte sofreu degradação de pessoas que retiraram partes de sua estrutura para algum tipo de obra, inclusive com a derrubada de duas colunas, mas os constantes trabalhos de recuperação (principalmente os de 2007, feitos pela prefeitura do Rio de Janeiro) e a conscientização da população local estão dando a este importante monumento da cidade o seu real valor. A Ponte dos Jesuítas fica na Estrada do Curtume.
- Fotos tiradas por Ronaldo Morais em 1984. Hoje a ponte está bem conservada.
10.11.2021
RIOS ANTIGOS
9.27.2021
CONSTRUÇÃO CARTOGRÁFICA EM SANTA CRUZ
Apresentação do projeto de Construção Cartográfica em Santa Cruz, um belo trabalho para o qual fui convidado a participar, organizado pela jornalista Juliana Braga e com jovens do bairro, que fizeram um mapeamento histórico e afetivo de Santa Cruz. Em breve o vídeo do projeto vai ser disponibilizado e haverá também uma exposição com as fotografias tiradas pelo jovens. O lançamento ocorreu hoje de manhã no Noph, Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz, no Palacete Princesa Isabel. O Noph é coordenado pelo historiador Bruno Cruz.
SINOS, INCÊNDIOS E BALEIAS
Numa cidade cheia de sirenes e motores, é preciso fazer um grande esforço para se pensar na tranquilidade que devia ser quando estes e outros ruídos ainda não existiam. No centro do Rio de Janeiro, como havia, e ainda há, muitas igrejas, o auxílio dos sinos era fundamental. Eram eles que indicavam aos bombeiros o lugar exato do fogo, além de casamentos, enterros e outros eventos importantes. E indicavam também, como no caso do temido "toque do Aragão", a hora de se recolher.
9.20.2021
LEITE COM MANGA
Uma das atitudes mais corajosas que já tomei na vida foi quando pedi um copo de leite com manga numa agradável tarde de sábado em um bar do subúrbio carioca de Cascadura. Não que as condições do estabelecimento fossem inadequadas, era até simpático o bar, mas o ato de coragem se justifica por eu ter ouvido desde pequeno que a mistura de leite com manga poderia levar à morte em poucos minutos.
9.08.2021
O FRANCÊS QUE SAQUEOU O RIO
Se o francês Jean François Du Clerc, com cerca de mil corsários, não conseguiu conquistar o Rio de Janeiro, em 11 de setembro de 1710, e ainda acabaria assassinado na prisão, um ano depois a situação seria bem diferente. Outro corsário francês, René Duguay-Trouin, chegava à cidade com 17 navios (na verdade foram 18, pois no caminho os franceses obrigaram a tripulação de um navio inglês a seguir com eles) e cerca de 4 mil corsários. Duguay-Trouin rompeu as defesas da Baía de Guanabara e invadiu o Rio, apoiado por uma forte neblina, no dia 12 de setembro de 1711, há 310 anos.
8.24.2021
O ADVOGADO DOS INCONFIDENTES
Um importante personagem da Inconfidência Mineira nasceu no Rio de Janeiro, em 1752. José de Oliveira Fagundes era filho do comandante José Ferreira Lisboa e de Firmina Inácia de Oliveira. Aos 20 anos, foi estudar Direito em Coimbra, tendo concluído o curso em 1778. Trabalhou em Lisboa e depois voltou ao Rio de Janeiro, exercendo a profissão em varas cíveis e criminais. No dia 31 de outubro de 1791 foi nomeado, pela Alçada, advogado da Santa Casa de Misericórdia para defender os réus da Inconfidência Mineira, prestando juramento nessa data. As duas devassas já estavam reunidas numa só. Sua admissão na Santa Casa ocorreu em 1790 e ele ganharia 200 mil réis pelo serviço.

























